terça-feira, março 21, 2006

Impermanência...



É dia de ser noite. É hora de não ter tempo.
É a saída quando ainda não sei por onde entrar.
É o mar em chamas que corre devagar!
É a minha vez quando já não há lugar.
É um lugar infinito neste grão de areia que ficou a voar!
É uma mão vazia que apenas soube amar.
É um olhar que de tão cego continua a procurar!
Talvez o tempo se esqueça das horas onde a minha alma morava
ou quem sabe dos minutos onde a ternura descansava!

É este o segundo que faz de mim rio fluido em mutação, vivo…
Nunca serei lago!!!

2 Comments:

Blogger Medusa Azul said...

e o tempo sempre a embrulhar o teu poema... só preciso trazer o café... tens o teu leitmotiv :)

belíssimo...

assim como a fotografia... soberba!

Beijinho

11:34 da tarde  
Blogger Jorge Moreira said...

Belíssimo!
Uma fotografia maravilhosa, como nos habituou, acompanhada de um poema, com uma profundidade espantosa sobre o Universo... e a Impermanência, que tudo abarca.
Beijinhos,

9:49 da manhã  

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